TEMA I
CONDIÇÕES BÁSICAS PARA COMPATIBILIZAR O
PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO E A PROGRAMAÇÃO ANUAL DO
SETOR PÚBLICO.
MEMBROS
• COORDENADOR – MARCOS MAKON – ARGENTINA
• EXPOSITOR – FELIPE DARUICH NETO –
BRASIL
• COMENTARISTAS:
o JOSÉ LUIZ ARAYA ALPIZAR – COSTA
RICA
o EDGAR VICTORIA YEB – REPÚBLICA DOMINICANA
• RELATOR – GERMÁN MOLINA
DIAZ – BOLÍVIA.
Considerando:
1. Que a crise financeira e econômica internacional evidenciou graves
efeitos na maioria dos países e deficiências nos governos;
2. Que as sociedades continuam a apresentar baixos índices de atendimento
de serviços básicos e seus direitos são persistentemente
ignorados, como resultado de sistemas políticos e econômicos
assimétricos, o que inviabiliza a convivência civilizada
e obscurece o futuro;
3. Que na maioria dos países da América Latina verificam-se
dificuldades para encontrar soluções que se materializem
em planos objetivos e viáveis do Setor Público, frente ao
desmonte dos governos e principalmente de sua capacidade de planejamento,
induzido por premissas que conduziram à crise;
4. Que é necessário preparar-se para absorver um câmbio
de paradigmas funcionais, de instrumentos e funcionamento dos Estados
para enfrentar as causas da crise; e
5. Que é imperativo que os governos desenvolvam instrumentos e
capacidades para satisfazer as necessidades e solucionar os problemas
de suas sociedades, com eficiência, eficácia, objetividade
e sustentabilidade.
RECOMENDA-SE:
1. Introduzir a categoria “problema” e suas causas como forma
de aprofundar o conhecimento de nossas sociedades e constituir uma base
sólida para o planejamento e orçamento públicos;
2. Identificar oportunidades e potencialidades que permitam formular estratégias
que garantam enfrentar com eficiência, eficácia e sustentabilidade,
os problemas econômicos, sociais e políticos de nossas sociedades;
3. Que se tome consciência do papel dos diferentes atores sociais
e se dote o Estado de capacidade para arbitrar e regular sua atuação
em benefício das maiorias e obedecendo aos princípios democráticos
de governo;
4. Que os planos dos governos sejam compatíveis com os objetivos
e metas da produção social como um todo, desdobrando-se
em orçamentos plurianuais e anuais com especificação
crescente, na medida em que se aproximem da execução; e
5. Que os resultados sejam a consequência da comparação
da produção pública registrada pelos orçamentos
anuais com os objetivos dos planos plurianuais de ação dos
governos, visando à solução dos problemas das sociedades.
TEMA II
ELEMENTOS PARA GERAR CAPACIDADE DE GOVERNO QUE GARANTA RESULTADOS
DAS POLÍTICAS PÚBLICAS: POLÍTICOS, ECONÔMICOS,
SOCIAIS E OPERATIVOS.
MEMBROS:
1. COORDENADOR - RAMIRO ESPINOZA ESPINOSA –
EQUADOR
2. EXPOSITOR – LUIS ESPADAS – ESPANHA
3. COMENTARISTAS:
a. ROBERTO GARCIA LÓPEZ - BID
b. RAMIRO FIGUEIROA – CHILE
4. RELATOR: FABIÁN TREGOS CASCANTE
– COSTA RICA
CONCLUSÕES
1. A capacidade de governo é um ativo extraordinariamente
valioso para o bem- estar dos povos;
2. As decisões de política pública necessárias
para enfrentar a crise requerem melhores capacidades de governo para aprofundar
o conhecimento da realidade complexa, propor soluções objetivas
e viáveis, gerenciar sua execução, avaliar os resultados
e introduzir as mudanças quando necessárias.
3. Frente à crise constata-se uma tendência generalizada
à ampliação do papel do Estado como equilibrador
e garantidor dos aspectos básicos das economias e seus reflexos
sociais e políticos independentemente de posições
doutrinárias;
4. O aspecto mais visível do intervencionismo do Estado, (não
o único), é o papel da política fiscal que voltou
a ter plena vigência como mecanismo contra cíclico e de coesão
social;
5. As medidas para enfrentar a crise são muito variadas e diferenciadas;
mas no geral há coincidência que o Estado deve atuar através
do gasto público;
6. Os mecanismos que garantam os resultados das medidas da política
fiscal e em geral das políticas públicas exigem aumentar
a capacidade de governo, assegurando num grau razoável que as medidas
aplicadas sejam eficazes, eficientes e não provoquem efeitos adversos
para os agentes ou setores econômicos, nem afetem de forma importante
as contas públicas frente ao futuro;
7. A priorização do gasto público como variável
estratégica, requer instituições de elevado nível
técnico/político que tratem de conciliar os objetivos programáticos
do Governo, as demandas contingentes e as mudanças estruturais
necessárias;
8. É necessário e pertinente a incorporação
ativa das instituições de planejamento e orçamento
global, setoriais e regionais com as instituições financeiras
e monetárias e especialmente os ministérios da fazenda e
os Bancos Centrais;
9. É indispensável atuar com firmeza nos processos de modernização
e melhoramento da gestão pública requeridos para a nova
etapa que os problemas decorrentes da crise determinam;
10. Os instrumentos fiscais e orçamentários são decisivos
para uma administração eficiente, eficaz, moderna e sustentável
que não entorpeça a melhoria da produtividade e competitividade
da economia, o desenvolvimento social e o aperfeiçoamento político,
destacando-se:
a. Análise da situação exterior ou supranacional
de estabilidade fiscal;
b. Desenvolvimento e adequação do conceito de Responsabilidade
Fiscal aos aspectos finalísticos e substantivos da produção
social;
c. Orçamento por programas com resultados substantivos;
d. Orçamentos plurianuais;
e. Gestão por resultados na solução dos problemas;
f. Incentivos para a alteração de resultados na solução
dos problemas;
g. Desenvolvimento de sistemas de análise de risco fiscal e instrumentos
de mitigação; e
h. Desenvolvimentos de instrumentos de acompanhamento e avaliação
viáveis e de ape