ABOP - Associação Brasileira de Orçamento Público


NOTA DO EDITOR

NOTA DO EDITOR

 

Completamos 25 anos

de Existência ao Serviço do Orçamento Público

Foi um longo caminho, onde os obstáculos retemperavam nossas vontades de seguir em frente, motivados pela permanente procura da eficiência, eficácia, transparência e ética no uso dos recursos públicos.

Aos Fundadores

Aos dirigentes e funcionários

Aos associados

Às Instituições que nos apoiaram

Às autoridades que em nós confiaram

Ao cidadão comum

Ao indivíduo sem cidadania que desejamos apoiar na superação desta situação; e

À sociedade em geral.

Nossos agradecimentos por terem possibilitado constituir um acúmulo de conhecimento, informação, cidadania, ética profissional, compreensão social, dedicação cívica e relacionamento, possibilitando atuar e influenciar as decisões do Estado e do Governo na procura do bem comum, via orçamentos públicos.

Nosso compromisso para ampliar e usar essa capacidade na definição e construção de um futuro que almejamos como indivíduo e nação, onde os orçamentos públicos devem desempenhar um papel decisivo na solução dos problemas que corroem a sociedade e inviabilizam o processo democrático de governo.

Brasília, 04 de dezembro de 1999

O Conselho Diretor

 

NOTÍCIAS

No dia 04 de dezembro próximo a ABOP completará 25 anos de atividades inteiramente voltadas para o aperfeiçoamento dos processos de Planejamento e Orçamento no país. Nesse quarto de século a entidade promoveu dezenas de cursos, seminários e reuniões técnicas em Brasília e outras capitais possibilitando o intercâmbio e a troca de experiências no campo das finanças públicas.

Em comemoração realizaremos, no auditório do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão uma Sessão Solene Comemorativa e uma Reunião Técnica tendo como tema a "Avaliação das Reformas dos Processos de Planejamento e Orçamento em nível da União e dos Estados", cujo programa é o seguinte:

PROGRAMA

09:00 - 09:45 -

Sessão Solene Comemorativa

09:45 - 10:00 -

Intervalo.

10:00 - 12:00 -

Reunião Técnica para avaliar os resultados da aplicação das reformas nos processos de Planejamento e Orçamento da União.

14:00 - 16:00 -

Prosseguimento da Reunião Técnica sobre o mesmo tema, relativo aos Estados.

16:00 - 16:15 -

Intervalo.

16:15 - 18:00 -

Debates.

18:00 -

Encerramento.

CONFERÊNCIA DO CIAT

No período de 23 a 30 de setembro passado realizou-se na cidade do Porto - Portugal a Conferencia Técnica do CIAT, Centro Interamericano de Administrações Tributárias tendo como tema central "A tributação face às relações internacionais e à utilização de novas tecnologias" à qual compareceu o Presidente desta entidade, representando a ASIP, Asociación Internacional de Presupuesto Público, Ricardo José de Souza Pinheiro e Paulo Ramos, da Secretaria da Receita Federal, Luis Henrique Vigario, Marisa Memória e Myrthes Frota Pinheiro, da Gerência da Receita Estadual do Maranhão e Tarcízio Dinoá Medeiros, Consultor do CIAT.

REVISTA ABOP Nš 41

A ABOP acaba de editar a revista nš 41 da sua série, "Receitas Públicas, Sinopse, História, Outras Implicações.

Devido à atualidade do tema a revista tem obtido grande repercussão nas áreas técnicas e políticas que vêm debatendo a questão, notadamente em função da discussão sobre a Reforma Tributária. Pelo alto custo da sua elaboração e edição, será excepcionalmente vendida ao preço de R$ 29,00 o exemplar. Interessados devem contactar a ABOP.

IX CURSO DE ORÇAMENTO PÚBLICO

Encerraremos dia 10 de dezembro vindouro o IX Curso de Orçamento Público, com amplo sucesso, tendo em vista a incorporação no seu programa das recentes reformas introduzidas nos processos de Planejamento e Orçamento do Governo Federal. Neste curso estão inscritos alunos oriundos do Governo Federal, Estadual e de Empresas Públicas.

PROGRAMA DE CURSOS PARA O ANO 2000

Já está disponibilizado na página da ABOP, o programa de cursos para o ano 2.000, prevendo a realização de 2 cursos de Planejamento e Orçamento e 1 curso de Financiamento Orçamentário. Estamos em negociação para a realização de 3 cursos para Estados sobre os mesmos temas.

REFORMAS DOS PROCESSOS DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO

A ABOP está iniciando estudos no sentido de organizar cursos com a finalidade de treinar equipes de Estados e Prefeituras Municipais, tendo em vista a obrigatoriedade de uso da Nova Classificação Funcional pelas prefeituras já à partir de 2002. Interessados contactem à Secretaria da ABOP.

 

EXECUÇÃO FINANCEIRA DO ORÇAMENTO FISCAL

E DA SEGURIDADE SOCIAL DA UNIÃO DE 1999

Este informativo analisa a situação da execução orçamentária da União, do bimestre agosto/setembro, e do período janeiro/setembro. Como parâmetros de análise estabeleceu-se os seguintes coeficientes médios de execução: 16,67% para o bimestre e 75% para o acumulado até setembro. Isto, entretanto, não representa um paradigma de excelência, mas indica, apenas, a média da execução em relação ao tempo.

Os dados primários têm origem nos órgãos centrais responsáveis pela elaboração, execução e contabilidade do orçamento, Secretaria de Orçamento Federal, SOF e a Secretaria do Tesouro Nacional, STN. Destes são derivadas as demais informações.

Nas Tabelas I e II, as colunas de (a) a (d) referem-se à previsão anual da receita e despesa. As colunas de (e) a (h), à execução no bimestre agosto/setembro, e as coluna de (i) a (m) à execução de janeiro a setembro.

A EXECUÇÃO DA RECEITA NO BIMESTRE AGOSTO/SETEMBRO

No bimestre a Receita Total atingiu R$ 57.636,8 milhões, 18,55% do previsto, logo 1,88% acima do parâmetro fixado. As Receitas Correntes, no montante de R$ 37.153,2 milhões, representando 17,58% do previsto, situam-se acima também da média, destacando-se de seus componentes, as Receitas Patrimoniais que superam o parâmetro bimestral em 16,64%. As Receitas de Capital, atingiram no bimestre R$ 20.483,6 milhões, 20,63% do previsto, aproximadamente 4% acima da média, destacando-se Operações de Crédito e Amortização de Empréstimos com 2,52% e 48,34% acima do parâmetro bimestral, respectivamente.

A estrutura da receita no bimestre em relação à anual altera-se, reduzindo a participação das Receitas Correntes de 68,03% para 64,46% e aumentando as Receitas de Capital de 31,97% para 35,54%, sendo responsáveis por esta alteração a Amortização de Empréstimos que passa de 2,79% anual para 9,79% bimestral e Outras Receitas de Capital que de 2,39% passam a 4,85%.

A EXECUÇÃO DA RECEITA NO PERÍODO JANEIRO/SETEMBRO

As Receitas Totais no período atingiram R$ 256.613,5 milhões, 82,60% do previsto para o exercício, 7,6% acima da média, o que se deve fundamentalmente às Receitas de Capital que apresentaram uma execução de 99,26% do previsto para o exercício, significando 24,26% acima do parâmetro a que se refere o período. Destaca-se no caso as Receitas de Operações de Crédito, com uma execução de 121,07% para o exercício, 21,07% acima do previsto para o ano e 46,07% superior à média do período janeiro/setembro. Tem comportamento semelhante, Amortização de Empréstimos, com execução de 115,70% do previsto para o exercício, ou seja 15,70% e 40,70% respectivamente, acima do exercício e do período, e Outras Receitas de Capital, com execução em relação ao exercício, de 167,39%, 67,39% superior ao estimado e 92,39% acima da média para o período. Estas três fontes representavam na previsão do exercício R$ 78.538,90 milhões. Até setembro alcançam R$ 98.068,70 milhões.

A Receita Tributária apresenta uma execução de 84,39% em relação exercício o que significa 9,39% acima da média, compensando o comportamento inferior das demais fontes das Receitas Correntes.

A estrutura da receita no período janeiro a setembro apresenta-se diferenciada em relação à previsão para o exercício, caindo a Receita Corrente de 68,03% para 61,59%, basicamente devido à redução da participação das Contribuições de 34,98% para 31,05%, dado que é a fonte mais significativa da Receita Orçamentária. As Receitas de Capital passam de 31,97% da previsão para 38,41% na execução do período.


Faça download da Tabela I

A EXECUÇÃO DA DESPESA NO BIMESTRE AGOSTO/SETEMBRO

A Tabela II apresenta os dados agregados da Despesa Total no bimestre agosto/setembro na coluna (e), montando o total a R$ 39.196,5 milhões, 12,62% do previsto para o exercício, 4,05% abaixo da média bimestral.

As Despesas Correntes, no montante de R$ 32.046,5 milhões, representam 14,29% do previsto para o exercício, 2,38% abaixo da média bimestral, apesar das Transferências a Estados, DF e Municípios e Benefícios Previdenciários se apresentarem com um desempenho de 18,13 e 18,84%, superiores à média do bimestre em 1,46 e 2,17%, respectivamente.

As Despesas de Capital, no montante de R$ 7.150,00 milhões no bimestre, apresentam um desempenho de 8,30% e 8,37%, a metade da média bimestral. Todos os componentes desta categoria são inferiores aos parâmetros fixados, destacando-se Investimentos, com 7,39% e Inversões Financeiras com 2,92%.

A estrutura bimestral da despesa é bastante diferente da prevista para o exercício, passando a Despesa Corrente no exercício de 72,19% para 81,76% no bimestre e a Despesa de Capital de 27,73% para 18,24%.

A EXECUÇÃO DA DESPESA NO PERÍODO JANEIRO/SETEMBRO

No referido período a Despesa Total monta a R$ 178.938,2 milhões, 57,60% do previsto para o exercício, 17,40% dos 75% fixados para o período.

As Despesas Correntes montaram a R$ 158.881,3 milhões, 88,79% do total e 70,84% do previsto para o exercício, que representa 4,16 % inferior ao parâmetro do período. Somente Transferências a Estados, DF e Municípios e Benefícios Previdenciários apresentam desempenho acima da média para o período, 2,56% e 6,09%, respectivamente.

A despesa com Pessoal e Encargos, situa-se abaixo da média do período, 2,66%, e Outras Despesas não Especificadas têm um desempenho de 51,46%, 23,54% abaixo do coeficiente fixado.

Já as Despesas de Capital, no montante de R$ 20.056,9 milhões no período representam 23,28% do previsto, o que demonstra um atraso em relação à média de 51,72%. Todos os componentes desta categoria apresentam um grande atraso, destacando-se os Investimentos, com atraso de 56,34%, as Inversões Financeiras, 56,56% e Amortização da Dívida Interna, 49,27%.

A estrutura da despesa no período é bastante diferenciada em relação à prevista para o exercício. Assim as Despesas Correntes que para o exercício representam 72,19% , no período sobem para 88,79%.

As Despesas de Capital que representam 27,73% do previsto para o exercício, no período representam 11,21%, tendo todos os componentes reduzido sua participação.


Faça download da Tabela II

DESPESA POR PODER E ÓRGÃO

A Tabela III apresenta a execução da despesa por Poder e Órgão no período janeiro/setembro. O Poder Legislativo apresenta um atraso de 0,4%, o Judiciário 4,1% e o Executivo 17,8%.

Do Legislativo, somente a Câmara dos Deputados se encontra adiantada na execução, 8,4% acima da média para o período.

No Poder Judiciário a Justiça do Trabalho e a Justiça dos Distrito Federal e Territórios estão acima da média para o período, respectivamente 3,1% e 10,8%.

No Executivo, somente o Ministério de Relações Exteriores se situa acima da média, 6,9%. Dois órgãos apresentam um atraso superior a 50%, Gabinete do Ministro Extraordinário de Projetos Especiais 73,3% e Ministério de Esporte e Turismo 51,1%. Seis órgãos tem um atraso entre 30 e 50% destacando-se Presidência da República, com 49,7%, Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, com 39,8% e Gabinete do Ministro Extraordinário de Política Fundiária, 39,2%. Quatro órgãos apresentam um atraso entre 20 e 30% e o restante abaixo de 20%.

O atraso total da execução é determinado pelo Executivo, mais representativo no total do gasto previsto para o exercício, 97%, sendo que no período representa 96,3%.


Faça download da Tabela III

A DESPESA POR FUNÇÃO

A Tabela IV apresenta a execução da despesa por Função. Salvo Desenvolvimento Regional e Relações Exteriores com desempenho superior à média, 6,63% e 10,13%, respectivamente, todas as demais se apresentam atrasadas. Destacam-se Habitação e Urbanismo com 74,47%, Transporte com 39,84%, Agricultura, 38,23%, Comunicações, 34,34% e Administração e Planejamento com 33,38%, sendo esta a que tem a maior dotação para o exercício, R$ 124.335,1 milhões, correspondendo a 40% do gasto total previsto.


Faça download da Tabela IV

A DESPESA POR PROGRAMA

A Tabela V apresenta a execução por programa. Dos 56 programas, 37 apresentam atraso superior a 20%, sendo 16 entre 40 e 60% e 7 acima de 60%, destacando-se neste último caso, Processo Legislativo com 67,25%, Desenvolvimento de Micro-Regiões com 69,85%, Programas Integrados com 61,49%, Habitação e Urbanismo com 74,89%, Saneamento com 70,47%, Proteção ao Meio Ambiente com 70,58%.


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SITUAÇÃO GERAL ATÉ SETEMBRO

A Tabela VI apresenta, de forma agregada, a situação do orçamento para o exercício, a verificada no bimestre e no período janeiro/setembro e a perspectiva até o final do ano.

A Conta Corrente do exercício apresenta um déficit de 6,11% e a Conta de Capital um superávit de 13,26% perfazendo no Total um déficit de 0,08% o que significa um equilíbrio.

No bimestre agosto/setembro a Conta Corrente apresenta um superávit de 13,74% e a de Capital 65,09% perfazendo no Total 32% de superávit o que evidência um avanço de Receita de Capital e um atraso considerável de algumas despesas correntes e principalmente de capital.

Para janeiro/setembro a Conta Corrente está quase equilibrada, com um déficit de 0,53% e a Conta de Capital evidencia um superávit de 79,65%, demonstrando um avanço considerável da receita e um grande atraso na despesa. No Total verifica-se um superávit de 30,27%, quase todo originário da Conta de Capital.

PERSPECTIVAS ATÉ O FINAL DO ANO

Até o final do ano, na hipótese de se executar o previsto para o exercício, e tendo em conta o executado até setembro, tem-se a seguinte situação: faltariam R$ 12.072,20 milhões, 22,64% do saldo da Receita Corrente para equilibrar a Conta Corrente. Na Conta de Capital faltariam R$ 65.348 milhões, 8.882,42% do saldo da Receita para obter o equilíbrio. No geral verifica-se a necessidade de R$ 77.420,20 milhões, 143,2% do saldo das receitas para fechar as contas.


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