ABOP
- Associação Brasileira de Orçamento Público
Informativo - 49
INFORMATIVO ABOP
Desativado há alguns anos por razões de força maior, reiniciamos a edição deste meio de comunicação com os associados e a sociedade, para informar sobre aspectos importantes dos orçamentos públicos e receber sugestões, preocupações e indagações para orientar nossa atividade.
INFORMAÇÕES
F LEI COMPLEMENTAR - Os trabalhos da Lei Complementar prevista no § 9º do art.165 da Constituição Federal, serão reiniciados após as eleições. Há um projeto do Executivo e outro do Legislativo para os quais colaboraram a maioria dos Estados e órgãos federais. A ABOP atuou como secretaria técnica e vaso comunicante entre os dois Poderes. Editou uma revista especial com os estudos comparados sobre a matéria.
F A REVISTA - Estamos fazendo um grande esforço para atualizar sua edição. O atraso deve-se a restrições financeiras, que nos obrigaram a suspendê-la. A dinâmica dos fatos não recomenda atuar com difusão de informação defasada. Solicitamos a colaboração de todos que tenham algo a difundir para a melhoria do processo orçamentário, enviar para exame pela ABOP, e se aprovado, será publicado.
CURSOS, REUNIÕES E SEMINÁRIOS
F CURSOS - A ABOP, realizou o VI Curso, sobre Planejamento e Orçamento, em Brasília, com a participação e aprovação de 17 participantes dos seguintes órgãos: Tribunal Superior do Trabalho, Embrapa, Governo do Distrito Federal, Ministério da Agricultura, Superior Tribunal da Justiça, Ministério da Justiça, Eletrobrás, Secretaria de Orçamento Federal e Ministério do Planejamento e Orçamento. Devido à grande demanda, iniciamos no dia 14.09.98 o VII, com o mesmo conteúdo temático, e com a participação dos seguintes órgãos: Tribunal de Contas da União, Ministério da Agricultura, Ministério da Justiça, Secretaria de Orçamento Federal, Ministério do Planejamento e Orçamento, SEPLAN de Sergipe e do Rio Grande do Norte, Tribunal de Justiça do DF, Ministério do Exército, Ministério da Administação Federal e Reforma do Estado, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério da Fazenda.
F CURSOS REGIONAIS - Está sendo realizado em Natal curso de planejamento e orçamento público para funcionários do Governo do Estado do Rio Grande do Norte. O curso previsto para o Estado de Pernambuco foi adiado para o início do próximo ano devido as mudanças decorrentes das últimas eleições.
F
REUNIÕES E SEMINÁRIOS - No mês de julho foi realizado em Porto Alegre o VI Seminário Riograndense sobre Orçamento Público e II Seminário sobre Orçamento Público para o Mercosul, promovido pela ABOP do Rio Grande do Sul, com o apoio da ABOP Nacional, da ASIP e a participação do Governo Federal e de Estados, abordando-se problemas da atualidade orçamentária nacional e dos países integrantes do MERCOSUL.F
REUNIÃO DO CONSELHO DELIBERATIVO - Aproveitando a oportunidade oferecida pelo VI Seminário Riograndense sobre Orçamento Público, realizou-se a Reunião do Conselho Deliberativo para analizar e aprovar as contas de 1997 e apreciar outros temas de interesse da ABOP.F XXV SEMINÁRIO DA ASIP - Do dia 03 a 07 de agosto realizou-se em San Juan de Porto Rico, o XXV Seminário Internacional de Orçamento Público promovido pela ASIP, à qual o Brasil e a ABOP são associados. Pelo Brasil foram expostos os temas:
- A Reforma do Aparelho do Estado na Administração Federal do Brasil - pela Dra. Lúcia Marcia Klüppel Carrara, do Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado - MARE; e,
- A Política Ambiental Brasileira e sua Vinculação com o Desenvolvimento Econômico e Social - pelo Dr. Flávio Montiel da Rocha, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente - IBAMA/CEPAL.
Aproveitamos a oportunidade para agradecer e felicitar os expositores pela excelência de suas dissertações que muito concorreram para o êxito do evento e o prestígio do país junto à comunidade internacional da área.
TRABALHOS
Acham-se em elaboração e implementação os seguintes trabalhos.
F Síntese do Orçamento 98 - Devido ao atraso em conseguir a informação definitiva do orçamento 1998, resolvemos difundí-la neste Boletim. No próximo ano a síntese constituirá documento específico a ser editado de forma oportuna.
F
Orçamento Explicativo - Trata-se de um texto que pretende tornar o orçamento acessível ao grande público com informações atualizadas.F
Acompanhamento da Execução do Orçamento - Relatório simples, informando sobre os grandes números da execução do orçamento da União, devendo ser disponibilizado na Internet em nossa home page www.abop.org.br.F Sistemas de informações sobre:
Ø
Poderes FederaisØ
Estados e MunicípiosØ
PaísesEstes sistemas desenvolvidos em 1998, pretendem armazenar informação básica sobre os referidos âmbitos institucionais e os meios de comunicão com os mesmos. É indispensável a cooperação das ABOP(s) Regionais e dos órgãos setoriais federais e estaduais responsáveis pelo planejamento e orçamento, para abastecê-los de forma oportuna. Em 19.06.98 solicitamos a colaboração das ABOP(s) Regionais, através de fax, tendo recebido resposta somente do Rio Grande do Sul, Paraná, São Paulo, Bahia, Pernambuco, das Prefeituras do Recife e Aracaju. Reiteramos nosso pedido, para que possamos ter a informação necessária para análise das finanças públicas da União, Estados e Municípios. Além da informação orçamentária, integram estes sistemas, em "Power Point" ou na forma mais apropriada, informação sobre:
Ø Sistemas de Acompanhamento a nível federal e estadual.
Ø
O Sistema de Planejamento Federal.Ø
O Brasil em ação.Ø
O FUNDEF - Fundo de Manutenção e Desenvolvimento do Ensino Fundamental e Valorização do Magistério.Ø
O SIAFI - Sistema Integrado de Administração Financeira.Ø
O SIDOR - Sistema Integrado de Dados Orçamentários.Ø
O FEE - Fundo de Estabilização Fiscal dos Estados.Os mesmos podem ser usados por quem os necessite, prévia consulta à ABOP, e sua autorização.
CONSULTAS
Para dinamizar a comunicação com nossos associados e leitores, ficamos à disposição para consultas no campo orçamentário que serão respondidas na medida do possível através dos endereços citados na página 1.
SUGESTÕES
Gostaríamos de receber sugestões sobre ações dentro do campo orçamentário, as quais orientarão nossas atividades nas áreas de treinamento, pesquisas e estudos.
NOTÍCIAS
Ø
Lamentamos informar a trágica morte do Presidente da ABOP de Sergipe, Dr.WILLIAMS ALMEIDA SANTOS, no dia 09 de setembro. A ABOP nacional manifesta pêsames aos familiares, amigos e colaboradores.INFORMAÇÃO DO ORÇAMENTO DA UNIÃO - 1998 E SUA ATUALIZAÇÃO E LIQUIDAÇÃO ATÉ 29.08.98
Excepcionalmente este Boletim proporcionará dados e informações sobre o Orçamento Geral da União, (Fiscal e Seguridade Social e de Investimento), pelas razões já esplicitadas. Futuramente este tema será objeto de um Boletim Especial da ABOP.
ORÇAMENTO FISCAL E DA SEGURIDADE SOCIAL -
1998 QUADRO 1 - GRÁFICOS 1.1 e 1.2O referido orçamento monta a R$ 439 bilhões de Despesa e R$ 432 bilhões de Receita e um déficit em conta corrente de aproximadamente R$ 6 bilhões, o que corresponde respectivamente a 46,9, 46,3 e 0,6% do PIB.
Subtraindo-se a amortização da dívida, da despesa, e as operações de crédito na receita, que não são propriamente despesa e receita, o orçamento fica reduzido a R$ 238 bilhões de despesa, representando 25% do PIB,e R$ 227 bilhões de receita equivalente a 24% do PIB e um déficit de R$ 11 bilhões correspondendo a 1% do PIB.
A Receita Corrente, de R$ 199 bilhões, equivale a 21,3% do PIB, destacando-se e chamando a atenção a participação das contribuições, representando 52,1% do total da receita corrente, seguidas pela receita tributária que representa 33%, perfazendo as duas 85,1% da receita corrente.
A Despesa Corrente monta a R$ 205 bilhões, ou seja, 22% do PIB, sendo R$ 48 bilhões para pessoal equivalente a 23% da Despesa Corrente, 11% do total do orçamento e 5,2% do PIB; Juros e Encargos da Dívida, R$ 37 bilhões equivalente a 18% da Despesa Corrente, 8,5% do Orçamento e a 4% do PIB; Outras Despesas Correntes, R$ 120 bilhões, 58% da Despesa Corrente, e 27,3% do total do orçamento e a 12,8% do PIB.
A Despesa de Capital, no total de R$ 239 bilhões, ou 25% do PIB, reduzem-se a R$ 34 bilhões, ou 3,6% do PIB, se retiramos a amortização da dívida. O Investimento de R$ 11 bilhões representa 1,2% do PIB e as inversões financeiras num montante de R$ 21 bilhões, correspondem a 2,3% do PIB.
ORÇAMENTO FISCAL – 1998
QUADRO 2 GRÁFICOS 2.1 e 2.2O referido orçamento monta a R$ 334 bilhões de Despesa e R$ 323 de Receita, apresentando um déficit de R$ 11 bilhões o que corresponde a 35,8, 34,6 e 1,2% do PIB, respectivamente.
A Receita Corrente corresponde a 10,1% do PIB, destacando-se na mesma, a Receita Tributária, no montante de R$ 66 bilhões, representando 7,1% do PIB.
A Despesa Corrente chega a R$ 105 bilhões, perfazendo 11,2% do PIB, sendo 4,9% Outras Despesas Correntes, 3,9% Juros e Encargos da Dívida e 2,5% Pessoal.
A Receita de Capital está inflada pelas operações de crédito, no total de R$ 211 bilhões o equivalente a 22,6% do PIB, situando-se as demais em R$ 28 bilhões, ou 3% do PIB.
A Despesa de Capital, está inflada pela amortização da dívida, no montante de R$ 198 bilhões, correspondente a 21,2% do PIB.
As demais Despesas de Capital, montam a R$ 28 bilhões que corresponde a 3% do PIB.
Assim se forem subtraídas as operações de créito, da receita e a amortização da dívida, da despesa, o Orçamento Fiscal fica reduzido a R$ 123 bilhões de receita e R$ 136 bilhões de despesa, o que corresponde, respectivamente a 13 e 15% do PIB.
ORÇAMENTO DA SEGURIDADE SOCIAL- 1998
QUADRO 3 - GRÁFICOS 3.1 e 3.2Este orçamento apresenta uma receita e despesa no montante de R$ 107 bilhões, ou 11,4% do PIB, a receita incluindo transferências do orçamento fiscal, correspondentes a R$ 2 bilhões, ou 0,2% do PIB.
A Despesa Corrente, de R$ 100 bilhões, representa 93,2% do total do orçamento, e corresponde a 10,7% do PIB.
O pessoal representa 24,7% da despesa corrente, e Outras Despesas Correntes, 75%.
A Receita Corrente de R$ 105 bilhões, equivale a 11,2% do PIB.
Verifica-se um superávit de R$ 5 bilhões, correspondente a 0,5% do PIB.









A Despesa de Capital no montante de R$ 6 bilhões representa 5,6% do orçamento total e 0,6% do PIB.
A Receita de Capital é proveniente da venda de bens, e o restante é do superávit em conta corrente, R$ 5 bilhões, e transferências do orçamento da União, R$ 2 bilhões.
ORÇAMENTO DE INVESTIMENTOS "DAS EMPRESAS PÚBLICAS" – 1998 - QUADROS 4 e 5 - GRÁFICOS 4.1 e 5.1
As Despesas previstas por órgãos aos quais se vinculam cada empresa, é de R$ 17 bilhões e corresponde a 1,8% do PIB. Destacam-se como principais investidores as empresas subordinadas aos seguintes ministérios:
- Ministério de Minas e Energia com 50% do total; e,
- Ministério das Comunicações, com 39%.




Os dois ministérios perfazem 89% do total, ficando o 11% restante, distribuído pelos demais Ministérios.
O financiamento é proveniente de recursos próprios, 58%, recursos de operações de crédito de longo prazo, 25%, outros recursos de longo prazo, 13%, ou seja 38% são recursos de longo prazo.
A DESPESA COM PESSOAL POR PODER – ORÇAMENTO 1998 - QUADROS 6 e 7 - GRÁFICO 6.1
O Poder Legislativo apresenta despesa com pessoal R$ 1,5 bilhões, representando 3,4% do total.
O Poder Judiciário R$ 4,8 bilhões, ou seja, 10,5% do total.
O Poder Executivo R$ 39 bilhões equivalente a 86,1%do total.
A despesa total com pessoal, pelos três poderes, é de R$ 45,4 bilhões, ou seja, 10,4% do Orçamento Fiscal e Seguridade Social, e 4,9% do PIB.
No Executivo a distribuição da despesa com pessoal consta do quadro 7.
A maior participação, acima de 10% do total, é dos seguintes Ministérios, que somam juntos, 52,4%;
Ø Ministério da Educação e do Desporto 15,5%
Ø
Ministério do Exército 15,2%Ø
Ministério da Fazenda 11,2%Ø
Ministério da Saúde 10,5%A SITUAÇÃO DO ORÇAMENTO DA UNIÃO EM 29.08.1998
Segundo dados do SIAFI, a situação do orçamento na referida data é a constante no Quadro 8. Verifica-se:
Ø Um aumento à lei de orçamento de R$ 50 bilhões ou 11,4%.
Ø
Lei mais créditos adicionais na referida data, monta a R$ 489 bilhões.Ø
Liquidado1 até a data referida, R$ 326 bilhões, o que significa 67% do autorizado, situando-se, no geral, a um nível apropriado para a data. Contudo há desvios consideráveis, sendo os mais significativos, para mais, o relativo à amortização da dívida, com 88,6% e para menos, outras despesas de capital, com 5,5%, e investimentos com 21,1%. Por função, a situação é a seguinte, segundo o quadro 9. Com nível de liquidação superior a 50%:Ø
Administração e Planejamento, 75,2%;Ø
Legislativa e Judiciária com 61%; e,Ø
Desenvolvimento Regional com 58%.O mais baixo nível de liquidação é o da função de Habita
ção com 1%,
Comunicações, com 34%, Transportes com 36% e Indústria, Comércio e Serviços com 38%.Quanto aos investimentos dos Orçamentos Fiscal e Seguridadade Social, o Quadro 10 indica um acréscimo à Lei de Orçamento, de R$ 2 bilhões, ou seja, 19%, percentual superior ao verificado no orçamento como um todo, que foi 11,4%.
A liquidação do investimento dos Orçamentos Fiscal e Seguridade Social, por órgão, indica um atraso considerável, pois nenhuma atinge o que seria normal para o período, 66%. Situam-se acima de 50%, somente a Justiça Eleitoral, com 57%, entre 40 e 50% somente o Ministério de Relações Exteriores, e entre 30 e 40%, mais seis órgãos. Os mais atrasados são o Ministério da Administração Federal e Reforma do Estado, com 0,6%; o Ministério das Comunicações com 1,1% e o Ministério do Planejamento com 1,8%.




