XVI CURSO DE AUDITORIA GOVERNAMENTAL

Brasília,17/11 a 03/12/2008

Ficha de Inscrição

Após o preenchimento da ficha enviar para o email: secretaria@abop.org.br

I – JUSTIFICATIVA

O acréscimo da importância estratégica do controle orientado a resultados – iniciado com a reforma do aparelho estatal e consolidado, recentemente, com a criação da Controladoria-Geral da União (CGU) – tem sido acompanhado por aperfeiçoamentos técnicos na seara da auditoria interna governamental, com reflexos na prática laboral dos profissionais auditores de estatais, autarquias, agências reguladoras e de órgãos fiscalizadores da gestão pública, no intuito de conferir efetividade ao que dispõe art. 74 da Constituição Federal, inclusive.

Impõe-se, neste diapasão, o debate sobre a importância do papel pró-ativo do auditor interno – alicerçado em práticas internacionais emanadas do Institute of Internal Auditors (IIA), da CGU e do TCU – numa opção profissional responsiva que adicione valor à gestão pública, nas vias do fortalecimento dos controles internos administrativos e da governança corporativa, em prol da sociedade contribuinte.

Nesse contexto, o auditor da despesa pública exerce uma função muito importante na verificação do cumprimento das diretrizes pré-estabelecidas no planejamento. A proposta pedagógica deste curso considera, sobretudo, práticas recomendadas pelo IIA e posicionamentos técnicos da Controladoria-Geral da União e de tribunais/conselhos de contas (TCU, principalmente), como fatores motivacionais para os treinandos, na medida em que se procura descortinar-lhes as tendências daquelas instâncias superiores da auditoria interna governamental, indissociáveis que são das questões práticas que tanto afligem os profissionais que militam nas unidades de auditoria interna e nos Sistemas de Controle Interno dos três Poderes; sem embargos a discussões acerca de assuntos de interesse para auditores privados ou independentes, inclusive, a exemplo das ferramentas de auditoria de natureza operacional - anop, trazidas do Department for International Development (DFID/UK), do Reino Unido, com enfoque numa avaliação multidimensional do desempenho dos gestores públicos, referenciada pela estratégia corporativa.

Numa seqüência pré-elaborada de slides, mapas mentais e alguns casos de ordem prática, a serem abordados em aulas expositivas, procurar-se-á instigar a curiosidade, a ousadia e a iniciativa dos treinandos ao respondê-las e debatê-las junto aos seus pares, favorecendo a salutar troca de experiências e a integração entre os participantes e o instrutor, inclusive; procurando, ainda, conscientizar os participantes acerca da importância de amparar os atos de sua prática profissional no limite das consagradas práticas internacionais da auditoria interna, numa dinâmica de preocupação para com o bom uso dos recursos públicos e de fortalecimento da imagem institucional do aparato de controle do Estado brasileiro.

Configuram-se temas a serem tratados em sala de aula, entre outros, o debate em torno de aspectos abordados nas práticas internacionais recomendadas pelo IIA de nºs 1000-1, 1210, 1311-1, 2010-1, 2030-1, 2050, 2130-1, 2200-1, 2340-1, 2400-1, 2410-1, 2420-1, constantes do Red Book (The PROFESSIONAL PRACTICES FRAMEWORK); no Manual do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, aprovado pela Instrução Normativa/SFC nº 1, de 06 de abril de 2001; na Instrução Normativa/CGU nº 7, de 29 de dezembro de 2006; na Instrução Normativa/SFC-CGU nº 1, de 03 de janeiro de 2007; no Manual de Auditoria de Natureza Operacional, aprovado pela Portaria/TCU nº 144, de 10 de julho de 2000, os quais objetivam a reflexão e a mudança paradigmática de práticas históricas de auditoria, pela análise de procedimentos operacionais, de recomendações e de estratégias de ação mundialmente recomendadas.

II – OBJETIVO

Propiciar aos treinandos a possibilidade de que suas ações pertinentes à auditoria interna governamental se pautem dentro dos balizadores das consagradas técnicas internacionais e daquelas normatizadas pelos órgãos fiscalizadores da gestão pública, sem embargos à utilização de literatura acadêmica pertinente, estimulando-lhes a uma cultura crítico-reflexiva sobre o assunto e ao rompimento para com o amadorismo operacional e com o atavismo por ensaio e erro, causador de tantos prejuízos à imagem institucional de unidades de auditoria interna.

III - PÚBLICO ALVO

Profissionais de auditoria interna e de tribunais/conselhos de contas (estaduais e municipais), gestores públicos, auditores privados, concursandos e demais interessados nas práticas de auditoria interna governamental.

IV - A ESTRUTURA E CONTEÚDO

Módulo 1 ELEMENTOS DE AUDITORIA INTERNA GOVERNAMENTAL (20 horas-aula) – O que é auditoria interna?; Unidade de Auditoria Interna (AUDIN) segundo o IIA e diretrizes da Controladoria-Geral da União; ciclo de cobertura dos trabalhos; gestão de mudanças na AUDIN pela teoria dos campos de forças de Kurt Lewin; AUDIN orientada à estratégia; Código de Ética do IIA: princípios e regras de conduta; controle por resultados: desempenho e indicadores; enfoques contábil e de gestão; Manual de Auditoria Interna; 5 fases do trabalho de auditoria interna: planejamento, exame, avaliação, relatório e follow-up; Plano Anual de Atividades da Auditoria Interna (PAINT ou PAAAI); papéis de trabalho: programa de auditoria e elementos comprobatórios; testes de auditoria; amostragem e tábua de números equiprováveis; análise; constatações, recomendações e sugestões; sigilo; Formulário de Avaliação dos Auditores Internos; negociação; Relatório Anual de Atividades de Auditoria Interna (RAINT ou RAAAI); ambiente de controle; princípios de controles internos administrativos; materialidade, relevância e criticidade; riscos operacionais (humano, de processo e tecnológico); fatores-chave para a AUDIN como organização que aprende; gestão de pessoas na AUDIN; administração do tempo para auditores internos; habilidades de comunicação

Módulo 2 AUDITORIA DE NATUREZA OPERACIONAL (20 horas-aula) – Auditoria de natureza operacional (ANOp); avaliação de programa de governo (AvaP); auditoria de desempenho operacional (ADO); ciclo operativo do ANOp; dimensões do desempenho: economicidade, eficiência, eficácia, efetividade e eqüidade; diagnóstico de ambiente (análises SWOT e STAKEHOLDER); diagnóstico de processo (mapas de processo e análise RECI); diagnóstico de desempenho (mapa de produtos e indicadores de desempenho); balanced score card (matriz de indicadores de desempenho); seleção amostral de indicadores de desempenho; equilíbrio e balanceamento entre as dimensões do desempenho.

V – METODOLOGIA, CARGA HORÁRIA E PERÍODO

O curso será realizado no período de 17/11 a 03/12/2008, no horário das 19:00 às 22:00 horas, totalizando 40 (quarenta) horas/aula. Na oportunidade, cada participante receberá apostilas e demais materiais necessários ao desempenho do evento.

VI – INFORMAÇÕES

O evento será ministrado no Auditório da ABOP - SCS, Qd. 02, Edifício Palácio do Comércio, conjunto 801 a 806 - CEP: 70.318-900, Brasília-DF. Para maiores informações utilize os telefones: (61) 3224-2613, (61) 3224-2159 e Fax: (61) 3225-1993, na Internet acesse o endereço www.abop.org.br

VII – INSCRIÇÕES

Deverão ser feitas diretamente na secretaria da entidade, pelo e-mail abop@abop.org.br ou fax (61) 3225-1993, até o dia 14 de novembro de 2008 ou enquanto houver vaga, mediante o preenchimento da ficha anexa. O investimento na inscrição é de R$ 1.600,00 (Hum mil e seiscentos reais) por participante. A ABOP só considerará efetivada a inscrição após a apresentação da cópia do depósito da referida importância no Banco 409 – UNIBANCO – Agência 0635, Conta Corrente nº 195.143-6 ou da Nota de Empenho correspondente, em nome da entidade. O CNPJ 00.398.099/0001-21 e CF/DF 07.343.300/001-00.

A ABOP poderá postergar o início do evento ou cancelar, caso o número de participantes não seja suficiente para atender a programação.

  VIII – REQUISITOS

Ter curso superior ou exercício profissional na área de auditoria, planejamento, orçamento e finanças públicas em geral ou em áreas correlatas.

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A ABOP - Associação Brasileira de Orçamento Público é uma entidade privada, sem fins lucrativos, voltada fundamentalmente para o ensino, pesquisa e divulgação das técnicas orçamentárias, com 33 anos de experiência no desenvolvimento de tecnologia orçamentária. Seus cursos são dispensáveis de licitação, pela alta especialização, de acordo com os artigos 13, 24 item XIII e 25 da Lei nº 8.666 de 21/06/1993, e conforme Decisão/TCU/Nº 439/98, publicada no DOU de 31/07/98.